
Décadas se passaram até que o videogame passasse a ser visto como um instrumento de integração, um estimulador de habilidades humanas e, porque não, como um grande divertimento. Só que nos últimos anos ele se tornou algo muito maior e mais importante. Ele passou a ser rentável. A indústria do videogame veio batendo um recorde atrás do outro nos últimos dez anos e culminou com a histórica marca de um bilhão de dólares arrecadados na venda de um único game: Guitar Hero III. Para se ter uma idéia do que isso representa, até hoje apenas 3 filmes conseguiram atingir esta quantia. O último filme do Batman, Dark Knight, está tentando chegar a este patamar com um relançamento previsto para o mês que vem.

Não me parece difícil entender o porque deste fenômeno dos games. O entretenimento nasceu com o teatro, o cinema e em seguida com a TV, três formas passivas de diversão. Você sentava e assistia. Simples. Os games trouxeram a interatividade e foi isto que atraiu cada vez mais fãs. Claro que no começo os gráficos pobres não colaboravam com a experiência de imersão. Mas a tecnologia se encarregou de mudar isso. Processadores potentes e telas enormes de cristal líquido em alta resolução conseguem colocar o jogador dentro da ação. Assistir Spiderman no cinema é ótimo, mas experimentar a vertigem dele se balançando entre os prédios de Nova York é muito melhor. Hoje você pode ser literalmente qualquer coisa através dos games. Acredite. Há simuladores para tudo, todos os heróis estão representados, os maiores personagens do cinema podem ser vividos por você. Um mundo novo de emoções cada vez mais realistas e viciantes.
Fico muito feliz que o mundo comece a enxergar os videogames de forma diferente. Porque, como tudo na vida, os games tem um lado bom e um ruim. Eles podem viciar, podem tirá-lo da realidade e podem até incitar a violência em pessoas propensas ou crianças com jogos fora de sua faixa etária. Mas, mais estúpido do que só enxergar estes problemas, é não perceber os benefícios e os prazeres deste tipo de entretenimento. Eu posso falar porque jogo muito, todo tipo de game e há muitos anos. E não sou nenhum sociopata. Eu recomendo. Com moderação!